Saiba mais sobre a coqueluche, doença que está provocando alarde no estado de SC
- Labsca
- 25 de nov. de 2024
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A coqueluche é uma doença infecciosa causada pela bactéria Bordetella pertussis, que afeta as vias respiratórias. Ela provoca crises de tosse seca e falta de ar, sendo popularmente conhecida como “tosse comprida”.
Essa é uma doença altamente transmissível, e sua transmissão ocorre, principalmente, por meio de gotículas de secreção eliminadas durante a fala, além de tosse e espirro de uma pessoa infectada. Alguns cuidados são essenciais para prevenir o contágio:
Manter os casos suspeitos ou confirmados em isolamento por um período de cinco dias após o início do tratamento, a fim de reduzir o risco de transmissão para pessoas vulneráveis;
Cobrir a boca e o nariz com um lenço ou o braço ao tossir. Além de descartar corretamente lenços usados, lavar as mãos frequentemente e evitar o contato próximo com outras pessoas;
Manter os ambientes bem ventilados para reduzir a propagação do vírus;
Usar máscara;
Buscar orientação médica ao apresentar sintomas de tosse persistente.
Os sintomas começam a surgir em torno de 7 a 10 dias após a infecção e são divididos em três fases:
Fase inicial
No início, a doença apresenta sintomas leves, como febre baixa, mal-estar geral, coriza e tosse seca, semelhantes a um resfriado comum. Gradualmente, a tosse se intensifica, evoluindo para crises mais fortes e frequentes.
Fase de tosse intensa
Nesta fase, a febre é baixa ou ausente, mas em alguns casos, ocorrem picos febris ao longo do dia. A tosse se torna muito forte e incontrolável, com crises rápidas e intensas que podem causar vômitos. Durante essas crises, a pessoa pode ter dificuldade para inspirar, apresentar congestão facial (rosto avermelhado) ou cianose (rosto azulado) e, em alguns casos, emitir um som agudo ao inspirar, conhecido como “guincho”. Essa fase pode durar de duas a seis semanas.
Fase de recuperação
A tosse começa a diminuir em frequência e intensidade, mas pode persistir por duas a seis semanas ou até três meses. Infecções respiratórias de outra natureza, durante essa fase, podem temporariamente intensificar a tosse.
Atenção especial para bebês menores de 6 meses
Bebês nessa faixa etária têm maior propensão a desenvolver formas graves da doença, muitas vezes letais. Os sintomas podem incluir crises de tosse, dificuldade para respirar, sudorese e vômitos. É comum que ocorram episódios de apneia, parada respiratória, convulsões e desidratação devido aos vômitos frequentes. O cuidado adequado desses bebês exige hospitalização, isolamento, vigilância constante e procedimentos especializados.
As pessoas com coqueluche podem transmitir a doença por até três semanas após o início da tosse. Muitas crianças que contraem a infecção apresentam crises de tosse que duram de 4 a 8 semanas. Os principais fatores de risco para a coqueluche estão relacionados à falta de vacinação.
Prevenção e vacinação
Nas crianças, a imunidade contra a doença é adquirida com a aplicação das três doses da vacina, sendo necessário um reforço aos 15 meses e outro aos 4 anos de idade. Em adultos, a imunidade pode diminuir ao longo dos anos, tornando-os novamente suscetíveis à infecção.
Diagnóstico
O diagnóstico da coqueluche em seus estágios iniciais é difícil, pois os sintomas podem ser confundidos com resfriados ou outras doenças respiratórias. A tosse seca e persistente é um sinal importante, mas, para confirmação do diagnóstico, o médico pode solicitar os seguintes exames:
Coleta de material da nasofaringe para cultura;
PCR em tempo real.
Como exames complementares, o hemograma e o raio-X de tórax também podem ser realizados.
Tratamento
O tratamento da coqueluche é feito basicamente com antibióticos, que devem ser prescritos por um médico especialista conforme o caso. É fundamental procurar uma unidade de saúde para obter o diagnóstico e tratamento adequados assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas.
A vacinação é o principal meio de prevenção da coqueluche. Crianças de até 6 anos, 11 meses e 29 dias devem ser vacinadas contra a doença. O Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece uma vacina específica para gestantes e para profissionais de saúde que atuam em maternidades e em unidades de internação neonatal, onde atendem recém-nascidos e crianças menores de um ano.
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